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Mulan: Manifestantes ameaçam boicote ao filme após protagonista declarar apoio para polícia em Hong Kong

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Liu Yifei compartilhou uma mensagem nacionalista a favor da China, apesar da brutalidade policial presente nos protestos de Hong Kong.

Um dos lançamentos mais aguardados da Disney, a versão live-action de Mulan se envolveu numa controvérsia política. A protagonista Liu Yifei declarou apoio à polícia de Hong Kong, acusada de usar força excessiva contra os diversos protestos que ocorrem no local.

Através de sua página no Weibo (rede social chinesa parecida com o Twitter, bloqueado em tal país), a atriz compartilhou uma imagem criada pelo Partido Comunista da China — que diz "Eu apoio a polícia de Hong Kong, pode me bater agora" em chinês e "Que vergonha para Hong Kong!" em inglês. Desde então, internautas locais iniciaram uma série de reclamações contra a jovem em redes sociais, ameaçando boicotar o lançamento de Mulan (com a hashtag #BoycottMulan). Além disso, criticas foram direcionadas para a Disney, por "contratar alguém que perdoa violência".

Por sua vez, a mensagem compartilhada pela intérprete de Mulan é, originalmente, a expressão dita por um jornalista chinês, ao ser espancado por um grupo presente num protesto em Hong Kong, até então pacífico. Tal declaração se tornou viral em sua nação, como um símbolo patriota da China.

Acontecendo por 11 semanas já, as manifestações começaram a partir de uma emenda, que permitiria acusados de crimes serem levados para julgamentos fora de Hong Kong, em locais sem acordos formais de extradição, como a China. Críticos acreditam que tais pessoas podem passar por um tribunal injusto e violento em outro país, ao mesmo tempo que consideram isso como ameaça para a autonomia de Hong Kong — considerada como uma "região administrativa separada da China, com suas próprias regulações". No dia 9 de agosto, protestantes invadiram o aeroporto internacional de Hong Kong, gerando cancelamento de voos por diversos dias, representando a dimensão de tal tensão política.

Já a China continental considera tais protestos como ações terroristas e radicais, sem explicar a situação de forma completa em suas mídias. Inclusive, a cobertura jornalística ignora as criticas internacionais que a ação da policia vem recebendo. O Escritório Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirma que os agentes usam armas não-letais (como varas, spray de pimenta, balas de borracha e gás lacrimogêneo) de forma proibida, arriscando as vidas dos manifestantes.

 

Yufei não foi a única artista oriental a fazer declarações contrárias ao protestos, apoiando a cultura nacionalista bem presente na China. Ao mesmo tempo, também é preciso lembrar que o governo local apresenta forte controle sobre propaganda e a comunicação de seu país — chegando à proibição de diversas redes sociais e ao banimento de famosos que se posicionam contra o Estado, prejudicando suas carreiras, devido ao poder do país no setor cultural e financeiro mundial.

No meio dessas polêmicas, Mulan ainda segue com lançamento agendado para 26 de março de 2020. Dirigido por Niki Caro (Anne with an E) , o elenco ainda conta com Donnie YenJet LiJason Scott LeeGong LiRosalind Chao e Yoson An.

FONTE: AdoroCinema
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