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FOTO: © Renan Olaz/CMRJ/ Flickr/ Divulgação

Marielle, 30 dias: digitais e execuções podem explicar assassinato de vereadora no Rio

Todas as informações compartilhadas Sputnik Brasil

Quem matou Marielle Franco? A pergunta segue sem resposta, passados 30 dias do crime contra a vereadora do PSOL e o seu motorista, Anderson Gomes, na região central do Rio de Janeiro. Contudo, a Polícia Civil acredita que pode estar próxima de desvendar o crime, comprovando a ação de paramilitares.

Para comprovar esta principal linha de investigação, os investigadores vão comparar as digitais encontradas em cartuchos usados para assassinar Marielle no bairro Estácio com as de Carlos Alexandre Pereira Maria, o Alexandre Cabeça, de 37 anos, e as do subtenente reformado da Polícia Militar, Anderson Claudio da Silva, de 48.

Ambos foram assassinados a tiros no último domingo e na terça-feira, respectivamente, e teriam ligações com milícias do Rio, de acordo com investigadores. Se as digitais deles baterem com aquelas encontradas em cartuchos de pistola 9 mm usados para matar a vereadora, isso poderia comprovar que Pereira e Silva foram alvos de uma "queima de arquivo".

Identificado pela PM como chefe da milícia da comunidade Lote Mil, Pereira era colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), um dos parlamentares chamados para depor sobre a morte de Marielle. Ele acabou assassinado dois dias após o vereador ir à Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio.

De acordo com informações publicadas pelo The Intercept Brasil, um dos assassinos de Pereira teria gritado a seguinte frase antes da sua execução: "Chega para lá que a gente tem que calar a boca dele".

Já Silva foi fuzilado dentro do seu carro, um veículo da marca BMW, e seria membro de uma milícia chamada Bonde dos Galácticos, de acordo com os investigadores. O ex-policial David Soares Batista foi encontrado ferido e a polícia suspeita que ele pode ter sido ferido por Silva, que reagiu antes de morrer. Ele segue internado e sob custódia.

As digitais ainda estão sendo comparadas com as de 226 indiciados na CPI das Milícias, conduzida em 2008 pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), este assessorado à época por Marielle Franco. Eleita vereadora em 2016, ela seguiu sendo uma forte crítica da violência policial e das milícias em comunidades do Rio.

A polícia já ouviu aproximadamente 50 pessoas, incluindo 12 vereadores – segundo o The Intercept Brasil, seis deles teriam influência em áreas de milícia da cidade –, porém duas testemunhas oculares encontradas pelo jornal O Globo ainda não foram ouvidas. Elas apontaram discrepâncias entre o que aconteceu e o que supunham os investigadores.

Ainda de acordo com O Globo, a polícia ainda tenta identificar a arma que teria sido usada no crime (possivelmente uma pistola Glock), e busca rastrear ligações de celulares feitas na área onde Marielle foi assassinada (os registros de 26 antenas serão analisados). Imagens de câmeras de todo o trajeto entre a Lapa, onde a vereadora estava para uma palestra, e o local do crime também estão sob análise.

Além de um crime encomendado por milicianos, a morte de Marielle poderia ter ligação com um possível desentendimento com alguém da Câmara Municipal, ou ainda com policiais militares do 41º BPM (Irajá), criticado diretamente pela vereadora pouco tempo antes do seu assassinato.

FONTE: Sputnik Brasil
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