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Adeus, dólar? Banco Central da China continua internacionalizando yuan

FOTO: © REUTERS/ Jason Lee

Adeus, dólar? Banco Central da China continua internacionalizando yuan

As autoridades chinesas continuarão gradualmente a internacionalizar o yuan, inclusive através de maior abertura do seu mercado financeiro, disse nesta sexta-feira (9) o chefe do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan.

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"Durante o processo de internacionalização do yuan foram tomadas bastantes medidas que hoje em dia permitem usar o yuan no comércio e investimentos. Além disso, o yuan foi incluído na cesta de moedas que compõem os Direitos Especiais de Saque [SDR, na sigla em inglês]. Os principais procedimentos já foram realizados… No que se trata do papel consequente do governo ou Banco Central na internacionalização do yuan, aqui, em minha opinião, ainda há algo a fazer no que se trata de estabelecer a comunicação entre os mercados de capitais interno e externo", disse o economista chinês durante uma entrevista coletiva.

De acordo com ele, ainda é preciso bastante tempo para melhorar o uso do yuan por parte dos atores do mercado em suas transações e investimentos.

"Não podemos obrigar ninguém, as decisões são tomadas a partir de conclusões, por isso é um processo gradual. Continuaremos a internacionalização gradual do yuan", adiantou.

Ele adiantou que a continuação da abertura do mercado financeiro contribuirá para o processo de internacionalização do yuan.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu incluir, desde 1 de outubro de 2016, o yuan no SDR, que já abrange o dólar, o euro, a libra esterlina e o iene.

A decisão do FMI coincidiu com as expectativas dos analistas internacionais que havia muito falavam sobre a necessidade de reconhecer a China como grande ator no comércio global. O Banco Central da China saudou a decisão do FMI, considerando-a resultado do desenvolvimento econômico e da política de reformas e abertura chinesas.

O SDR é um ativo de reserva internacional criado pelo FMI em 1969 como complemento às reservas oficiais dos seus países-membros.

FONTE: SPUTNIK BRASIL
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